estilos universais

Da teoria que mudou a forma como entendemos estilo e imagem pessoal até as adaptações que fazem sua comunicação ser funcional.

 

O livro Universal Style Dress for Who You Are and What You Want de Alyce Parsons foi publicado pela primeira vez em 1991 e desde então a metodologia desenvolvida pela consultora de imagem foi aplicada por diversos profissionais da área, servindo de base para outros estudos como os dez e os dezesseis estilos universais, por exemplo.

Segundo a teoria de Parsons, cada pessoa possui até três desses estilos na sua construção de imagem, sendo eles o tradicional, elegante, esportivo, criativo, sexy, romântico e dramático.

Cada estilo universal foi categorizado de acordo com o que chamamos de elementos visuais, ou seja, formas, cores, texturas e estampas que ajudam a distinguir cada um dos estilos a partir das mensagens que cada elemento visual comunica quando somado a outros elementos.

A textura e a cor de uma calça jeans azul podem transmitir um ar de casualidade, que se conecta com o estilo esportivo. Porém, quando somamos esses elementos a estrutura (forma) mais reta de um blazer, por exemplo, temos uma comunicação mais séria e que traduz um estilo mais tradicional.

Aqui, tudo depende do quanto de cada elemento é adicionado em um look para obter o resultado desejado, sendo nada mais do que a construção de uma equação matemática que usa peças de roupa e acessórios ao invés de números.

 
 

estilo ná prática

Como mencionei no comecinho do texto, a teoria de Parsons foi a base para a construção de outras categorizações de estilo, inclusive a que uso nos meus atendimentos. Essas adaptações acontecem, principalmente, pela evolução da comunicação humana, que, conforme recebe e retém novas informações e evolui conforme o zeitgeist (espírito do tempo), precisa ser reavaliada e reformulada para funcionar com o todo.

Sigo fiel as sete categorias de estilo originais, trocando apenas alguns nomes para facilitar a comunicação na internet e com meu público-alvo e separando o estilo esportivo em duas vertentes, sendo eles o estilo natural e o estilo esportivo.

Sendo assim, traduzo a teoria de Alyce Parsons em oito estilos: tradicional, sofisticado (elegante), criativo, contemporâneo (dramático), romântico, esportivo, natural, magnético (sexy). Acredite, este último só precisou mudar de nome por causa do Pinterest.

um estilo, uma comunicação

Já falei que cada estilo segue uma sequência de elementos visuais que resultam na sua tradução, então vamos explorar cada um deles por aqui para que você consiga entender cada um deles e descobrir quais funcionam melhor para o que você quer comunicar com sua imagem.

 

estilo tradicional

O estilo tradicional é um mix de formas retas, acromáticos (pretos, brancos, beges, marrons e cinzas), texturas mais lisas e poucas ou quase nenhuma estampa. Aqui o foco é a comunicação de seriedade, autoridade e, como o nome diz, tradição.

Peças de corte clássico, muita alfaiataria e uma pegada “Ralph Lauren” com toques de “Chanel” traduzem bem o que significa o estilo tradicional.

Reprodução: Polo Ralph Lauren
 

estilo sofisticado

O estilo elegante foi rebatizado por mim por conta da máfia do estilo elegante nas redes sociais, que tinha como missão conectar o estilo a um estilo de vida conservador e não a comunicação visual.

Assim sendo, o estilo anteriormente conhecido como elegante, traduz-se no estilo sofisticado, sendo composto por formas retas, ainda que haja certa fluidez com formas levemente curvas e, por vezes, diagonais, cores claras, opacas e composições monocromáticas, texturas lisas e estampas de baixo contraste.

Se o estilo sofisticado fosse uma marca, seria a Mondepars: tradicional, ainda que com toques modernos.

Reprodução: Mondepars
 

estilo natural

O estilo natural trabalha com formas mais curvas, tons terrosos, texturas naturais como linho, palha e cordas, e estampas com motivos florais, mais especificamente folhagens ou sem estampa. Aqui, o foco é se conectar com a natureza, de fato.

A melhor representante para o estilo natural é nacional e é a marca Flávia Aranha, que trabalha super bem tudo o que o estilo natural pede, inclusive os pigmentos para tingir os tecidos.

Reprodução: flavia aranha
 

estilo romântico

Com suas formas curvas, cores claras, texturas em renda e estampas delicadas, o estilo romântico traduz-se na representação de uma delicadeza feminina.

O estilo romântico pode ser traduzido pelas roupas da Chloe: muita feminilidade, delicadeza e um toque de misticismo que remete a um conto de fadas.

Reprodução: chloe
 

estilo esportivo

Muitas vezes chamado de “casual”, o estilo esportivo combina formas curvas e retas, cores vibrantes, texturas que possibilitem roupas com movimento e estampas localizadas em um ponto específico da peça de roupa.

Você pode querer conectar o estilo esportivo a marcas como Nike e Adidas, que sim, comunicam o estilo. Mas a Calvin Klein e a Levi’s também são boas tradutoras do estilo, já que o esportivo não tem a ver com atividade física e sim com casualidade.

Reprodução: calvin klein
 

estilo criativo

O estilo criativo é onde todas as formas, cores, texturas e estampas se encontram. Aqui não existem regras, apenas a sua vontade e intenção na hora de adicionar cada elemento visual, sendo literalmente um grande mix de tudo o que você quiser ser e comunicar. Ainda assim, se fossemos traduzi-lo em uma marca de roupas, seria facilmente a Moschino na direção criativa de Jeremy Scott.

Reprodução: moschino x barbie 2015
 

estilo contemporâneo

Para o estilo comtemporâneo, pense em formas diagonais e amplas, cores intensas e escuras, texturas exageradas (se for couro, couro de crocodilo, por exemplo) e estampas usadas de maneira estratégica e conforme as tendências do momento.

Inclusive, sendo o estilo que, muitas vezes, acaba ditando qual será a moda da vez, não conseguimos escolher uma marca só para ser sua representante, já que isso muda conforme o zeitgeist (espírito do tempo).

Dito isso, boas embaixadoras do estilo contemporâneo seria a Balenciaga nos dias atuais e a Paco Rabanne nos anos 1960, só para te dar um pouquinho de contexto de tempo.

Reprodução: Balenciaga verão 1950
 

estilo magnético

Originalmente chamado de estilo sexy, o estilo magnético conta com um mix de formas curvas e diagonais para enfatizar o corpo, cores intensas em tons de joia (esmeralda, ametista, safira...), texturas com brilho (couro, vinyl) e o animal print como estampa principal.

O estilo magnético pode ser representado super bem tanto pela Versace, com suas cores intensas ou pela YSL, com seus cortes bem-posicionados e sensualidade comedida.

Reprodução: versace
 

Leu o artigo completo, mas ainda assim não identificou quais estilos funcionam melhor para compor o seu estilo pessoal? Clique no botão abaixo e conheça o serviço Mapeamento de Estilo!

Tay Fernandes

Tay Fernandes nasceu e cresceu em São Paulo, SP e desde muito nova já pensava em trabalhar com moda. Especialista em Coloração Pessoal e Consultoria de Imagem Masculina e Feminina, hoje foca em um atendimento em que se mesclam as tendências do momento somadas a personalidade de cada cliente, construindo cada projeto de estilo do zero e personalizando-os de acordo com a necessidade apresentada por cada indivíduo.

https://thestylemapper.com
Next
Next

quem tem medo do poliéster?