Quando o seu estilo fala mais alto do que o que é apropriado para o trabalho
Há alguns dias estava rolando a for you page do Tiktok e caí de paraquedas em um vídeo onde a discussão principal era se o look era ou não apropriado para uma entrevista de emprego. No vídeo, a criadora de conteúdo Nifara mostra um look e diz:
“Imagine que sou sua advogada e apareço assim na sua audiência. Você acha apropriado ou não?”
O ponto que ela levanta, após mostrar o look, é que ela precisa ser a versão mais autêntica dela mesma, o que, neste caso, serve como um exemplo claro de que as vezes o dress code exigido pelo cargo ou ocasião tem um peso muito maior do que o seu estilo pessoal.
Há algum tempo, inclusive, escrevi um texto falando sobre como se manter estilosa no trabalho e menciono várias vezes ao longo do texto sobre o quão importante é respeitar o código de vestimenta ou o uniforme da empresa que você trabalha.
E o que eu achei mais interessante nos comentários do post foi que a maioria das pessoas concordam com Nifara, afirmando que dress code é sim mais importante do que autenticidade no caso de uma advogada e como é importante estar “apresentável” no ambiente de trabalho. Eu concordo, porém não valido o ponto de que para seguir um dress code, você precisa jogar sua identidade de estilo pela janela.
Imagine uma advogada
Ela trabalha em uma firma própria, tem sócios e comanda todo o escritório. Ela está de blazer preto na sua cabeça, não está? Isso acontece porque eu te descrevi uma imagem específica, que geralmente é percebida como super profissional e séria e, de brinde, vem com blazer.
Essa assimilação de blazer com seriedade e profissionalismo não acontece do nada. Ela foi construída e reforçada ao longo do último século, e você consumiu essa informação por tanto tempo que já não consegue desprendê-la do seu subconsciente ao imaginar uma advogada fictícia. Eu não disse nada sobre o que ela estava vestindo, mas você criou essa imagem na cabeça com o look completo.
O que quero dizer com tudo isso é que o dress code social, ou seja, o que esperam que uma boa profissional vista no dia a dia faz parte do subconsciente coletivo, o que deixa bem mais difícil recriar uma imagem em cima do que é profissional, mesmo que não seja impossível.
Isso quer dizer que você não pode usar as roupas que gosta para trabalhar? É óbvio que não. Mas é preciso ter estratégia na hora de compor seus looks para que seu estilo seja uma representação da profissional qualificada que você é, sem ser o ruído que atrapalha sua comunicação.
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